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3 motivos para você NÃO partir mais os comprimidos

Partir um comprimido ao meio ou em mais partes para alcançar a dosagem desejada de um determinado medicamento é uma prática comum desde muitos anos atrás e ainda é recorrente nos dias de hoje. O que poucos sabem é que o ato de quebrar um comprimido pode prejudicar seriamente a sua saúde, podendo causar intoxicação ou mesmo invalidando por completo a eficiência do tratamento.

Por isso, a Manipulatta apresenta 3 razões que irão te fazer mudar de ideia sobre a quebra de medicamentos.

1) Você divide o comprimido, mas não a dose.
Em pesquisa recente, um laboratório realizou a quebra pela metade de 750 comprimidos. Como resultado, nenhuma das metades apresentou a mesma dosagem.
Isso significa que uma das metades pode oferecer uma dose acima do que você precisa e outra abaixo, prejudicando assim o tratamento e oferecendo riscos à sua saúde.

2) Maior risco de intoxicação
Grande parte dos comprimidos pode ser de liberação lenta, onde o conteúdo é gradualmente liberado no organismo após a ingestão, fazendo com que você receba a dosagem certa no tempo certo. Ao quebrar o comprimido você pode receber toda a dosagem de uma só vez, correndo sérios riscos de intoxicação.

3) Perda das características e eficiência do medicamento
A quebra do comprimido pode causar alterações indesejadas nas substâncias do medicamento, fazendo com que ele perca sua efetividade ou prejudique a sua saúde.

Já que partir não é uma opção. O que fazer?
A farmacêutica Keylla Barbosa, responsável técnica pela Manipulatta e diretora da ANFARMAG (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais – Regional de Minas Gerais), afirma que “para desestimular a quebra de comprimidos, minimizar o risco de super-dosagem e garantir o consumo dos medicamentos da maneira correta, as principais alternativas são:

  • Solicitar em uma farmácia de manipulação que o medicamento seja formulado na dose exata.
  • Se o fracionamento do comprimido for imprescindível, deixar que um farmacêutico realize o processo de modo que a dose desejada seja de fato alcançada sem comprometer a eficiência do medicamento.
  • Manipular o medicamento na forma liquida: algo ideal para pacientes que precisam partir o comprimido por dificuldades de ingeri-lo integralmente.

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