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08

jan

Antienvelhecimento – entenda o porquê da proibição

Tratamentos e medicamentos anti-aging passaram a ser condenados pelo Conselho Federal de Medicina – CFM, tanto por não apresentarem confirmações científicas que atestem seus benefícios prometidos, quanto por provocar efeitos colaterais de diferentes proporções em pessoas saudáveis.

Terminologia originada da língua inglesa, anti-aging (ou antienvelhecimento) é um nome que representa uma vertente composta por tratamentos hormonais, cosméticos e vitaminas cuja premissa é retardar, neutralizar ou até mesmo reverter o processo humano de envelhecimento. Justamente por prometerem combater aquilo que é inevitável e considerado como um dos maiores temores do ser humano, os tratamentos e medicamentos anti-aging ganharam cada vez mais adeptos: médicos que os recomendam e pacientes que os aceitam.

Contudo, o uso indiscriminado desses tratamentos e remédios pode provocar efeitos negativos em pessoas totalmente sadias, pois afetam e desregulam a atividade hormonal do organismo, criando condições para o desenvolvimento de problemas circulatórios, cardiovasculares, hipertiroidismo e muitos outros.

Além disso, a prescrição desse tipo de solução estimula maus hábitos nos pacientes, uma vez que vende a ideia de que basta o consumo de determinado medicamento para que a pessoa fique saudável e pare de envelhecer, transmitindo a errônea percepção de que não há necessidade da adoção de uma boa alimentação e atividade física para que haja mais qualidade de vida.

Diante de todos esses fatos, o Conselho Federal de Medicina passou a prever punições, tais como a cassação do registro profissional, para médicos que continuarem prescrevendo tratamentos e medicamentos anti-aging. O Conselho ainda complementou que, a despeito dos amplos avanços, a tecnologia de retardamento do envelhecimento ainda tem muito que percorrer e que a promessa do rejuvenescimento é um patamar ainda muito distante de ser alcançado.

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